terça-feira, 10 de março de 2009
AGORA SIM - MISSÃO CUMPRIDA APÓS 20 ANOS
Quando assumi a Presidência do Clube, no já longinquo ano de 1988 (13.02.1988), imaginei um projecto de desenvolvimento que nos pudesse catapultar para outros patamares do desporto português..
Conhecendo a história do Futebol Benfica como poucos - já nessa altura era um profundo conhecedor da vida do Clube - que desde muito novo me habituei a vive-lo intensamente, tinha a noção que só criando estruturas que estivessem em consonância com o desenvolvimento dos tempos podia salvar o clube da letargia em que outros cairam e acabaram mesmo por sucumbir por força da inadaptação áquilo que se foi tornando uma exigência da sociedade, isto é, a paixão pelo clube local foi-se tornando uma miragem, proveniente de uma sociedade que passou num ápice a ter outros valores na medida em que os media passaram a ser a principal força do País e portanto passou-se a optar por empreendimentos de grande vulto a que o desporto obviamente não fugiu a esta regra. Os grandes clubes que para o nosso meio já eram grandes, foram-se afastando progressivamente dos outros, as diferenças foram-se acentuando e muitos dos clubes de 2ª ou 3ª linha foram perdendo a chama e extinguiram-se, alguns com um passado deveras interessante.
Percebi, a tempo, que o Futebol Benfica só tinha uma hipótese para continuar vivo e a honrar o seu passado. E portanto ou criava o minimo de condições de forma a manter viva algumas paixões que existiam ou então o caminho que se nos deparava era igual ao de muitos outros.
Conseguimos ao fim de 3 anos, remodelar de alto a baixo o aspecto fisico das instalações, com o arrelvamento do campo principal e a construção de um outro e assim dar um salto qualitativo em termos desportivos e aumentar por outro lado o numero de atletas nas modalidades, não só no futebol, por força do entusiasmo que estas obras provocaram. O primeiro passo estava dado, era pois, necessário partir para outra meta e a etapa que se seguiu foi elaborar um projecto, que tivesse cabeça, tronco e membros. Construiu-se o Complexo Comercial que tem garantido a sobrevivência do Clube e portanto estava assim concluida a 1ª fase que era essencial para se partir para o Projecto que lhe designei por Projecto Global.
A Piscina, o Pavilhão, o Parque de Estacionamento, o Infantário e o Imobiliário, passou a ser a aspiração seguinte, embora esta tivesse nascido com o Complexo Comercial. E assim foi, passou-se para o papel a ideia e encetou-se uma batalha que nunca se perdeu, porque apesar dos escolhos que fomos encontrando pelo caminho nunca nos demos por vencidos.
Hoje, dia 10 de Março, ao fim da tarde, a Assembleia Municipal viabilizou o PROJECTO GLOBAL DO FUTEBOL BENFICA.
Vivi, enquanto os Deputados intervinham, o momento com grande emoção. Estava a ser discutido o trabalho, a insistência, a perseverança e a esperança que sempre acalentei, bem como outros que estiveram sempre comigo e porque já não estão entre nós, destaque aqui dois homens de grande verticalidade e que comigo encetaram este caminho, são eles SARAIVA DA MOTA e GUILHERME VALENTIM, mereciam estar entre nós para ver aquilo em que também sempre acreditaram. Há outros que estão vivos, felizmente, e que a seu tempo falaremos deles. Aos Corpos Gerentes actuais, que num momento em que este projecto foi posto em causa acreditaram em mim, passando inclusivamente por momentos desagradáveis, se dispuseram trabalhar numa lista por mim elaborada, que tinha sobretudo como programa de acção a consecussão deste projecto - PROJECTO GLOBAL- saudo-os de forma muita intensa. Ficarão também para sempre ligados a um projecto ambicioso e determinante para a vida do CLUBE FUTEBOL BENFICA.
SÓ A PAIXÃO NOS PODE CONDUZIR ÀS GRANDES VITÓRIAS!
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JÁ POSSO IR-ME EMBORA
segunda-feira, 9 de março de 2009
UMA DECLARAÇÃO QUE ESPANTOU TUDO E TODOS
O Juiz António Mortágua, surpreendeu tudo e todos com a declaração dos 2500 euros servirem apenas para o aquecimento. Não sei qual foi a intenção, só sei que para a maioria dos mortais portugueses, essa declaração atribui-lhe um cunho de verdade e de quem sabia que existia a tão falada corrupção no futebol português.
É incompreensível tal declaração porque a mesma responsabiliza-o, tanto desportivamente como intelectualmente, nesta última,posição, digamos, é mais grave pelo facto da sua posição na sociedade.
Outro facto também dificil de explicar é atitude que devia ser tomada e ainda não vi ninguém com responsabilidades exigir uma clarificação correcta daquela declaração.
O cargo que desempenhou até há pouco tempo no Organismo que superintende no Futebol - Federação Portuguesa de Futebol - e a sua posição como cidadão no desempenho de um cargo público de elevada responsabilidade, como teve na Administração Pública, exigia da parte deste senhor Juiz uma justificação rápida e concisa. Remeter-se ao silêncio como até agora é deixar por esclarecer a verdade e por outro lado dar força aos que dizem e pensam que há corrupção na arbitragem.
È espantosa a declaração vinda de quem vem. Aguardemos até ver o objectivo a atingir com tal declaração. Como tudo isto é estranho, não posso dizer mais nada.
domingo, 8 de março de 2009
ASSIM NÃO
Na sexta-feira quando através da Internet tivemos conhecimento do nome do árbitro para o jogo com o 1º DEZEMBRO, o Climério de imediato avisou-me que iamos ter um árbitro que tornava dificil o que era fácil.
Sinceramente não ligo muito às nomeações dos árbitros. Todos no clube sabem que é assim, como também é verdade que tenho dificuldade em identificar pelo nome quem quer que seja, salvo raras excepções.
Este Décio Cordeiro, se me aparecesse num outro local, não o identificava, mas numa situação de jogo pelo menos teria a noção que se tratava de um árbitro.
Mas então vamos lá ao que interessa e a razão porque escrevo estas linhas. Este senhor é muito fraco como árbitro, tem boa compleição fisica, o que ajuda sem dúvida para a missão, mas de facto não consegue aliar o conhecimento técnico e disciplinar à sua presença física. E pior do que isso ainda, soube disso após o jogo, quem o conhece afirmou-me que o senhor faz questão de demonstrar que não é caseiro (linguagem de futebol) e então normalmente espalha-se prejudicando com alguma assiduidade as equipas da casa.
NÃO DIGO MAIS, foi o que aconteceu neste jogo de hoje.
O Climério tinha razão e eu acrescento a essa razão o seguinte: Décio Cordeiro não serve e aproveito para lhe dar um conselho, meu caro, arrume o apito e dedique-se a outra actividade que aí talvez tenha futuro, olhe por exemplo a uma actividade radical. Como estou a escrever e é já noite, desejo-lhe uma boa noite, um passe bem e por amor de Deus não nos volte a chatear, está bem!
sábado, 7 de março de 2009
AS IDEIAS SÃO COMO SÃO E EM CRISE QUANTAS MAIS MELHOR
Tocou-me a mim em 1989 ir ao Forum Picoas, na condição de elemento da Comissão Sindical do Banco Totta & Açores, defender a nacionalização deste Banco.
Aquele Forum estava repleto de gente, nomeadamente de gente ligada ao capital e defensores da Privatização, foi preciso por isso grande coragem para num ambiente hostil ir defender uma causa condenada ao fracasso, mas era necessário marcar posição e frontalmente enfrentar aqueles senhores que estavam ali, tal qual como os abutres se posicionam para comer a presa quando a oportunidade se lhes depara.
Foi a primeira vez que enfrentei uma plateia tão vasta e ainda por cima, como digo, tão hostil.
Recuando a esse tempo, lembro-me que a minha intervenção se baseava essencialmente, no facto daquele Banco particularmente e a restante Banca em geral contribuirem com os seus lucros para o Orçamento Geral do Estado o que equivalia por dizer que a Privatização da Banca viria retirar ao OGE receitas importantes e no futuro obviamente teria os seus reflexos, sobretudo na área social.
Em 1989, ainda se ouvia dizer ou até mesmo alguns sectores da sociedade reivindicavam que algumas alavancas da nossa economia deviam manter-se nacionalizadas pela influência na economia nacional.
A Banca, os Seguros, os Cimentos, a Petrogal, a Electricidade, a Água, são vectores importantes e determinantes em qualquer economia e por essa razão deviam estar nas "mãos" do Estado. Eu sei que por estarmos integrados na Comunidade Europeia, há algumas nuances nesse aspecto, mas se houvesse vontade política ....
Os tempos, hoje, são outros, os nossos comentadores de economia, formados nestes últimos anos nas nossas Universidades, orientadas por homens de direita, têm horror quando se fala nas nacionalizações mas paradoxalmente estiveram de acordo quando agora o Governo recorreu a esse método para salvaguarda, não dos que precisam mas mais uma vez em defesa daqueles que especularam e lucraram com a situação.
Ainda há poucos dias foram conhecidos os lucros da Petrogal e da EDP, lucros fabulosos convem dizer, mas a pergunta sacramental é esta, a quem se destinam esses lucros? E a resposta é tão óbvia que não é preciso pronunciar-me, todavia, poderei perguntar também, se os lucros daquelas Empresas fossem encaminhados para o Orçamento Geral do Estado, não beneficiariamos todos com isso ?
O momento presente justifica todas estas minhas reflexões. E o recuo no tempo como forma de reavivar a memória, se valerá a pena ou não isso é outra questão.
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É PRECISO INTERVIR
UMA TOMADA DE POSSE A QUE ASSISTI COM HONRA
Todos os que estão ligados à arbitragem, do Minho ao Algarve, conhecem-me. Não é importante neste momento escalpelizar se é por bons ou maus motivos, posso dizer que ambos são válidos, mas a importância deste escrito tem mais a ver com o acto.
No fim de tarde, de ontem, no Auditório Manuel Quaresma, tive o ensejo, como representante da Liga Portuguesa de Futebol Não Profissional, de assistir à Tomada de Posse da APAF. Foi com muita honra que assisti a este acto, tanto mais que se tratava do regresso de um velho amigo,LUIS GUILHERME,á Presidência desta Associação de Classe.
A verdade é que esta tomada de posse, da APAF, sendo uma reunião mais direccionada para os árbitros, teve a participação de outras Entidades ligadas ao futebol.
Foi bonito e é também significativo a mudança que se vem verificando na aproximação das várias organizações que superintendem no futebol.
Num segmento tão sujeito à critica como é a arbitragem é fundamental que haja unidade na acção e essa foi a mensagem produzida pelo Presidente da Assembleia, OLEGARIO BENQUERENÇA, que dirigiu de forma elevada, proporcionando aqui e ali, momentos de grande descontração e aceite por todos de forma salutar. Já agora devo dizer, em abono da verdade, que foi uma surpresa, agradável, este lado do OLEGÁRIO, até porque na forma como se dirigiu à presença do representante da Liga Portuguesa de Futebol Não Profissional, é reveladora da atenção que esta Associação tem para com os outros parceiros que fazem parte da dinâmica de uma actividade desportiva tão importante quanto é o futebol.
Não posso deixar de destacar aqui, também, o plano de acção de LUIS GUILHERME, com o propósito de melhorar a acção dos seus filiados, com a apresentação do seu projecto bem elaborado e direccionado em vários sentidos.
Parabéns a todos, aos empossados e aos que no dia a dia procuram através destas jornadas produzir trabalho eficaz no sentido de melhorar relações entre os intervenientes na modalidade.
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ACTO SIGNIFICATIVO
quinta-feira, 5 de março de 2009
NÃO É REDUZINDO O NUMERO DE CLUBES QUE SE RESOLVE O PROBLEMA FINANCEIRO DOS MESMOS
Ouvi há momentos o Presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol, Dr. Joaquim Evangelista, dizer que é necessário reduzir o número de clubes na competição profissional.
Esta declaração é um sinal de fraqueza na aplicação dos Regulamentos existentes, ou seja, existem mecanismos para evitar que quem não tiver condições não pode competir, só que ainda não apareceu alguém com coragem para pôr cobro à situação.
A falta de coragem nesse sentido e tomar outras medidas que evitem o flagelo dos salários em atraso condicionam a imagem do futebol, contudo, não é reduzindo o número de clubes na competição que se resolve em definitivo as dificuldades de Tesouraria dos clubes. A redução não é certificado de garantia para quem ficar na competição cumprir escrupolosamente com os deveres, ou não será assim?
Pergunto: Para que serve a Garantia que os clubes ou as Sads são obrigados a entregar antes do inicio da competição a qual se destina à garantia dos vencimentos dos profissionais ?
Sou obrigado a concluir que as GARANTIAS ENTREGUES são apenas meros papeis ou se quisermos meras fantochadas que a LIGA ao aceitar, se assim é, não está ilibada quanto à evidência dos salários em atraso e pior ainda, nalguns casos, sem se vislumbrar uma saida para a crise. Como foi possível estes clubes entrarem em competição ?
Não sacudam a água do capote, como soe dizer-se!
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ASSUMAM RESPONSABILIDADES
SUCESSO ESCOLAR E DEMAGOGIA
Ao ouvir o nosso Primeiro Ministro falar em sucesso escolar, lembrei-me de uma frase contida numa brochura da Universidade Lusofana, sobre a Declaração de Bolonha, titulada: "Quem tem medo da Declaração de Bolonha". O Reitor daquela Universidade FERNANDO DOS SANTOS NEVES diz o seguinte "... o ridiculo não mata, mas o País é que sofre as consequências; e a legitima e necessária salvaguarda dos valores da identidade portuguesa e lusófona nunca passará pelo obscurantismo e pelo subdesenvolvimento. Até porque continua e continuará a ser verdade que o desenvolvimento económico, social e humano de um Povo será sempre, em última análise, directamente proporcional, não à soma do investimento da Educação, como alguns confusionariamente lêem e treslêem, concluem e desconcluem, mas sim aos resultados efectivos de tal investimento na mesma educação." fim de citação.
Esta declaração do Reitor Fernando dos Santos Neves, vem precisamente no tempo presente pôr o dedo na ferida quanto à verdade do sucesso escolar. Ora, qualquer pessoa minimamente informada e interessada nesta matéria, sabe perfeitamente que esta questão do sucesso escolar não passa de uma grande mistificação porque os resultados obtidos contam só para as estatisticas mas não dão razão à necessária e legitima salvaguarda dos valores que se opõem ao subdesenvolvimento e obscurantismo.
Já LENINE dizia: Só a verdade é revolucionária.
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É A VERDADE,
INSUCESSO ESCOLAR,
ISSO SIM
quarta-feira, 4 de março de 2009
EXERCER A CIDADANIA
Exercer a cidadania é um acto sublime de estar na sociedade.
O País, o nosso, Portugal, tem um défice de participação activa por parte das populações nas mais diversas àreas da sociedade. Daí resulta uma população pouco informada e que naturalmente acarreta consigo problemas que se opõem ao desenvolvimento.
Somos por consequência uma sociedade amorfa, adormecida, que precisa de ser espevitada, mas para que isso aconteça é necessário uma intervenção mais objectiva junto das populações por parte de vários agentes: Governo, Partidos, Comunicação Social, sobretudo estes, que têm o dever de organizar a sociedade de forma a consciensalizar cada um de nós para participação na vida colectiva.
Só a vivência entre as pessoas, cujo relacionamento provoca a aquisição de conhecimentos, causa uma maior interactividade, factor importante para a dinamização de uma sociedade mais evoluida e adulta.
Apesar da evolução que o 25 de Abril nos trouxe, mais escolas, mais informação, mais formação, mais abertura ao conhecimento, apesar disto tudo, o facto é que a sociedade portuguesa sofre ainda de um atraso significativo relativamente a muitos outros povos europeus. Dizia-se há pouco tempo que a ilectracia em Portugal atingia os 87% da população, números bastante negativos para uma apreciação no que concerne ao desejo de uma sociedade evoluida e a caminho do progresso.
Não sou dos que pensam que nós portugueses somos piores que os outros ou que tudo o que se faz em Portugal é pior que o que se faz em qualquer lado. Sem dúvida que existe uma má preparação do nosso povo nas coisas básicas, é portanto um problema que temos necessidade de resolver rapidamente, sendo contudo um pouco pessimista quanto a esse aspecto, pois penso que não é nestes tempos mais próximos que seremos capazes de nos posicionar entre os primeiros na justa medida em que não vislumbro medida nenhuma que vá ao encontro destas preocupações.
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MEDIDAS SÃO NECESSÁRIAS
INDICADORES DO FUTEBOL
Em 2000 escrevi o seguinte: "Foi o totobola, os bingos, a publicidade, as bombas de gasolina, as receitas das televisões ... e tudo o vento levou e agora vieram as Sad 's que até ver não resolveram o problema de fundo dos clubes portugueses que é financeiro. As medidas são outras. Os clubes portugueses não têm capacidade para pagarem os ordenados que pagam aos seus profissionais, doa a quem doer esta é a verdade, não vale mais a pena estar a impingir gato por lebre, isso é adiar o problema e alimentar uma situação que é insustentável." Esta foi a minha opinião em 2000. Sem mais comentários ...
No 4º CONGRESSO DO FUTEBOL, realizado em 25 e 26 de Abril de 1997, no Algarve, demonstrando "A IMPORTÂNCIA DO FUTEBOL AMADOR NO CONTEXTO ACTUAL DO FUTEBOL NACIONAL", afirmei na minha intervenção, entre outras coisas o seguinte:
Na época de 1995/96 a I Divisão Nacional, tinha no inicio da época 453 jogadores inscritos.
. 84 eram estrangeiros
. 98 naturalizados (incluem-se nestes 42 naturais das ex-colónias)
. 271 nascidos em Portugal
Dos 271 nascidos em Portugal:
. 105 iniciaram-se na I Divisão Nacional
. 25 na Divisão de Honra
. 51 na II Divisão B
. 19 na III Divisão Nacional
. 67 nos Distritais
Comentário: Querem os inteligentes acabar com a III Divisão Nacional e banalizar a II Divisão Nacional:
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quem decide não conhece a realidade
segunda-feira, 2 de março de 2009
O DIARIO DE UMA VIAGEM
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SOCIALMENTE SOMOS MUITO FORTES
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