quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

INCRIVEL!

Como é possível uma equipa altamente profissionalizada, como a do Sporting, sofrer uma derrota tão humilhante, quanto aquela que aconteceu ontem à noite, perante o Bayern de Munique ?
Todos os que estão ligados ao futebol sabem que o futebol é fertil em surpresas, mas perder da forma infantil como sucedeu ontem é deveras preocupante para os sportinguistas pela demonstração da falta de categoria. Todos os golos sofridos são de uma ingenuidade incrivel. Pareciam aqueles jogadores que vestiam a camisola do Sporting pela primeira vez e numa competição internacional, tal a fragilidade evidenciada.
Aparecerão agora os analistas a dizer que Paulo Bento não estruturou bem a equipa para este jogo, eu não concordo muito com essa teoria, penso, isso sim, que o Sporting tem falta de qualidade no sector defensivo. Aquele primeiro golo só é possível numa defesa de "passarinhos". Como é que aquele alemão entra pelo centro do terreno e não há ninguém a fazer a tal falta cirurgica, como é aconselhável nestes casos e utilizada tantas vezes pelos jogadores de alto nível ?
Começa aí o descalabro do Sporting, primeiro pela altura em que o golo aconteceu e depois porque a facilidade da jogada perspectivou aos jogadores alemães ser a equipa Sporting uma presa fácil. E assim foi, na segunda parte, os alemães puseram em jogo toda a sua matreirice e até há goleada foi um passeio numa floresta recheada de passarinhos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

AINDA A PROPOSITO DA REDUÇÃO DOS CAMPEONATOS E SOBRETUDO NO QUE SE REFERE À III DIVISÃO NACIONAL

Em 1996 o Comité Executivo da UEFA reconhecendo a importância do futebol amador, reunido em 7 de Julho constituiu uma Comissão para se dedicar exclusivamente ao sector amador do Futebol Europeu. Esta Comissão para o futebol amador foi encarregue de tomar medidas apropriadas à promoção do futebol amador ou futebol de base no seio do futebol amador, uma vez que 95% do total de homens e mulheres que jogam futebol estão integrados neste sector. Em 1999 quando este assunto, da redução dos campeonatos, começou a ser ventilado várias personalidades do futebol, desde treinadores, jogadores, dirigentes e jornalistas, com muita experiência nesta área, tiveram opinião contrária a este designio. Lembro-me de algumas opiniões do Fernando Santos, do professor Neca, do jornalista Santos Neves e sobretudo do jornalista Homero Serpa na sua crónica "Época de Secretarias", que dizia o seguinte: "Ao contrário de procurarmos um Jet-Set para o futebol, que teria, na verdade, a dimensão ridicula de qualquer Jet-Set nacional deveriamos imaginar soluções para a expansão do grande jogo por todo o território. Isto, sim, seria do interesse desportivo dos portugueses. Ora aqui estão duas situações ou opiniões que contrariam precisamente aquilo que se pretende fazer com a extinção da III divisão nacional. Quem decidiu, decidiu mal e sem consciência daquilo que pode vir a acontecer a todo o futebol nacional. É preciso saber que muitos dos jogadores que ingressam no futebol profissional, numa grande maioria, têm uma primeira passagem pelo futebol amador. Claro que quem sabe disto é quem está no futebol de alma e coração, não são aqueles que estão longe da realidade. Haja inteligência para decidir.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CÂMARAS E CLUBES

Muitas vezes vem à liça a ligação dos Clubes às Câmaras Municipais. Por isso, hoje, vou deixar aqui a minha opinião acerca destas ligações. Começo por dizer que concordo com os apoios que as Câmaras atribuem aos seus clubes. Os clubes prestam um serviço às populações que muitas vezes é desvolarizado por aqueles que se aproveitam de tudo para pôrem em causa a relação que aqui ou acolá existe com a Autarquia local e o Clube. Ninguém ainda fez um estudo sério sobre os impostos que os Clubes pagam ao Estado, como também ninguém é capaz de dizer as mais valias que os Clubes produzem para a economia do País com a sua acção e portanto, localmente, a cidade ou a vila, usufruem também dessas mais valias. Manifestamente, os Clubes, quer queiram ou não os habituéis, prestam relevantes serviços à comunidade local. Influenciam naturalmente no desenvolvimento social e económico local e até nalguns casos regionalmente. Promovem a Cidade ou Vila que lhes dá suporte e para além disso são geradores de emprego. No fundo é uma organização como qualquer outra que merece o apoio das Entidades Oficiais. Todavia, nem sempre bem aceite por alguns, que se preocupam demasiadamente com esse aspecto ao entenderem que não cabe à Autarquia financiar o Clube, sobretudo quando este tem profissionais nas suas fileiras. Não comprendo muito bem essa diferenciação que se faz entre um profissional de futebol e um profissioanal de outro ramo de actividade. Pois assiste-se muitas vezes as Câmaras assumirem medidas de apoio a diversas Entidades locais, e muito bem na minha opinião, mas isso não é criticável. Estranha maneira de ver as coisas. É claro que a critica tem tido influência na maneira como os Governos se têm posicionado face ao comportamento dessa critica, o que tem determinado que a legislação seja cada vez mais mordaz para com os clubes de futebol e por isso é "crime" apoiar monetariamente a Colectividade da terra. Pode-se apoiar uma outra Instituição, pode apoiar-se Empresas em dificuldades, pode apoiar-se grupos de teatro ou grupos de qualquer outro âmbito, mas para o futebol existe, quase diria, legislação especifica que proibe determinantemente apoios financeiros, muito embora todos reconheçam a importância que este tem no espaço global em que vivemos. Quem melhor projecta a identidade de uma região ou duma cidade? Quem melhor promove o desporto localmente ? Então tenhamos estes factores em consideração e acabemos com legislação que para além de ser perniciosa trás complicações e provoca por vezes más interpretrações e difamação não só aos Autarcas sérios mas também ajuda a desacreditar o futebol. O povo no final do mandato é que decide. Quem se portou mal, naturalmente será penalizado. A democracia é isto. Estou farto de ouvir dizer que o dinheiro é dos nossos impostos. Parece que os clubes são os malfeitores desta sociedade e são os culpados de tudo. Haja compreensão!

RIQUEZA E PRODUÇÃO

Riqueza, produção, competitividade e por aí fora são palavras que bailam na boca dos portugueses constantemente. São efeitos da crise, pois enquanto o País foi vivendo da especulação bolsista e das fábricas que eram instaladas em Portugal, tudo parecia belo e de grande futuro. Muitas vezes reflecti sobre isto, muito antes de rebentar todos estes problemas que vamos conhecendo com a Banca e com as multinacionais que todos os dias ameaçam sair de Portugal e com o oportunismo de alguns que aproveitam o momento para fraudulentamente fecharem as suas empresas. Tudo isto foi motivo de análise da minha parte, porque tinha a sensação que não estavamos a produzir de forma progressiva que pudessemos provocar um melhor nível de vida a todos os protugueses. O que é que fomos fazendo ao longo dos anos. O País entrou numa especulação abrangente, criou-se no espírito das pessoas que todos podiamos melhorar as nossas vidas através não do trabalho mas adquirindo acções das empresas onde cada um trabalha, chamou-se a isto, até em certa altura, o capitalismo do povo e o resultado está á vista. O desenvolvimento de um País não se faz, nunca se fez, com este tipo de medidas. Nem com especulação bolsista, nem com a instalação de fábricas dos outros que nós sabemos que mais tarde ou mais cedo se deslocalizam. É da história que o capital não tem Pátria. Na Escola, quando andei no Curso Geral do Comércio, na disciplina de Noções de Comércio, aprendi que só a transformação da matéria prima produz riqueza, este seria o caminho. Mas em Portugal enveredamos por abrir Centros Comerciais para vender os produtos dos outros. Por isso agora fala-se em riqueza, produção e produtividade. PERGUNTO: Quem é que tem culpa do estado a que o País chegou? Onde está a nossa agricultura? Como estão as nossas pescas? É fácil chutar para o lado e atribuir todas as culpas a quem trabalha. Desgraçados dos trabalhadores que são os culpados, sempre, de tudo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

AI ESTA UMA DEMONSTRAÇÃO DO NOSSO FUTEBOL

Sempre defendi mesmo contra a corrente vigente que o nosso futebol estava na primeira linha do futebol Europeu. Não venho hoje contradizer aquilo que sempre afirmei, venho, hoje, sim, confirmar 0 que tenho vindo a dizer e por isso satisfaz-me imenso a vitória e a exibição do Sporting de Braga. Alguns pseudo-analistas do nosso futebol costumam dizer que este está nivelado por baixo, creio que falta conhecimento a essa gente. Não dar valor aqueles que hoje se batem de igual para igual com os que sempre dominaram o futebol português é de facto desvalorizar a evolução de todo o futebol nacional. Quem sabe disto, sabe que as estruturas evoluiram; sabe que o nível técnico dos treinadores estão mais aperfeiçoados; sabe que os métodos de treino dos grandes clubes não é muito diferente de todos os outros clubes; sabe que hoje no futebol profissional as equipas treinam todas as mesmas horas, enfim ... Não perceber o que aconteceu nestes últimos trinta anos em Portugal em termos de futebol é de facto estar a leste desta matéria do futebol. Quando se jogava futebol em campos pelados; campos sem condições para ver futebol; quando a organização era muitas vezes incipiente; quando os nossos clubes não passavam das primeiras eliminatórias das provas Europeias; quando a selecção nacional não se classificava para os grandes eventos internacionais ... então nessa altura o futebol em Portugal estava colocado em que patamar? As arbitragens, a organização, os dirigentes, são muitas vezes motivo de controversia e de análise para pôr em causa o futebol em Portugal. Mas então os problemas da arbitragem, da organização, dos dirigentes, não existem em todo o solo Europeu? A todas estas interrogações respondeu ontem à noite o Braga de forma categórica, com uma exibição de grande nível e um resultado impensável há umas decadas atrás. Parabéns ao SPORTING CLUBE DE BRAGA, não só pelo resultado de ontem, mas sobretudo pela carreira internacional que está a fazer. Queira Deus que não apareça por aí alguém a dizer que o futebol a nível europeu está nivelado por baixo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

AINDA VAMOS A TEMPO DE REPOR A LEGALIDADE

Há medida que os campeonatos se aproximam do fim os dirigentes dos clubes começam agora a aperceberem-se do trilho em que alguns senhores, bem instalados na estrutura do futebol português, colocaram os seus clubes. As noticias que me chegam é de revolta e nalguns casos de frustração. Eu juntaria a isto outro factor: A gravidade em que colocaram o futebol nacional. Não é efectivamente, uma questão menor esta que aqui coloco. Só quem está afastado destas lides é que pode pensar ao contrário, como acontece com alguns Presidentes de Associações de Futebol, são das Associações mas não têm nada a ver com esse futebol. Se tivessem percebiam que esta decisão põe em causa a massificação de todo o futebol e sobretudo do futebol juvenil. Vai haver um desencanto muito grande, não só por parte das massas associativas bem como dos atletas, treinadores, dirigentes, enfim ... foi um mau serviço que estes senhores prestaram ao futebol. De qualquer modo creio que ainda é tempo de lutar, aliás, é sempre tempo de lutar. VAMOS A ISTO!

SOCIEDADE E INFORMAÇÃO

Ouço colóquios, ouço foruns, vejo debates, vejo opiniões, etc,etc,etc. Todos os dias estes acontecimentos sucedem-se nos jornais, nas rádios e nas televisões. Há meses que venho ouvindo que a crise está prestes a ser ultrapassada, mas sentimos todos na pele que isso não é verdade e até sucede que quando se anuncia o fim da crise eis que surge logo uma noticia a anunciar dados que apontam para um agravamento da situação. Isto vai ter um fim, concerteza! Claro que alguma coisa vai mudar, não o suficiente para que haja uma sociedade mais social. Esse é um caminho longo, vai-se fazendo caminhando. Este momento que vivemos é um passo desse caminho, com consequências graves é certo, mas previsivel, como previsivel é também que esta crise não é ainda determinante para equilibrar o Mundo que vive permanentemente em conflito, muito embora estejamos em pleno século XXI, tempo suficiente para se passar a uma fase mais avançada da sociedade. O caminho é efectivamente alterar este estado de coisas. MAIOR CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA = A MAIOR DESIGUALDADE SOCIAL

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

~RESQUICIOS DO ANTICOMUNISMO OU PASSADO NO TEMPO

A sociedade actual exige de nós todos uma participação activa e interessada. Eu cumpro a minha parte, ou pelo menos faço por isso e os meus gestos e atitudes vão sempre no sentido de se inserirem nos parâmetros da exigência de uma sociedade mais saudável. Procuro que assim seja. Não sendo velho, apesar dos meus 63 anos, porque o cerebro está actuante e bem lubrificado vou assistindo no dia a dia a declarações e opiniões de pessoas, umas com passado duvidoso e outras com um passado imaculado, cada um à sua maneira e de acordo com o seu passado, lá vou ouvindo opiniões acerca do Mundo actual. Há, também, os que falam como sendo donos da verdade e donos de mais qualquer coisa. Hoje ouvi um tal sujeito, de seu nome Edmundo Pedro, que de vez em quando aparece a debitar umas patacoadas valentes e parecendo um defensor nato da Esquerda destapa o seu rosto ao vociferar contra o Partido Comunista Portuguès. Espantoso! Há primeira impressão fica-se com a sensação de que existe nele uma boa intenção quando afirma que o facto do PCP estar a subir nas sondagens é obra do momento actual. E natural que assim seja, mas esta construção de frase esconde o objectivo a atingir, ou seja, o que o Edmundo Pedro quis dizer é que o Partido Comunista é o Partido dos desgraçadinhos e sem futuro. A forma de jogar deste senhor, faz dele um ponta de lança nato, há mais, oh se há, que estão em banho maria para as eleições que se aproximam e que começam agora a aparecer (há quem ande por aí a dar nas vistas com o rótulo de grande homem da Esquerda) para atacar no momento decisivo e aqui não se trata de marcar golos, mas trata-se de enganar os desprevenidos e incautos. É assim. Aprendam meus amigos, aprendam!!!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

QUE BELO JOGO

Fui a Tires ver o jogo dos juniores com o UD Tires, numa rara oportunidade que tive este sábado. Não sou uma presença muito habitual aos jogos dos Juniores por razões que se prendem com questões familiares, mas desta vez tive o ensejo de estar presente e com tanta sorte que assisti a um extraordinário jogo de futebol. A equipa do FUTEBOL BENFICA, apresentou um futebol adulto, personalizado, de grande nível, que é raro ver-se mesmo no futebol profissional. Os jogadores do FUTEBOL BENFICA, todos sem excepção, realizaram uma grande exibição, tanto no aspecto técnico como no plano da entrega. Assim é bonito ver-se futebol praticado entre duas equipas que se respeitaram. A equipa do TIRES lutou até à exaustão, com dignidade, e por isso merece também o meu aplauso. Bom jogo, boa vitória e um digno vencido. Mas este dia foi um dia feliz para as equipas que actuaram. Escolas e Infantis de 11, também venceram. As Escolas foram ganhar ao Cultural por 4-2 e os Infantis venceram no nosso campo o Casa Pia. Para estas equipas também os meus sinceros parabéns. E estas vitórias são sempre moralizantes para todos, mesmo para as outras equipas do Clube. E assim começou em pleno este fim de semana.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MAIS UMA OPINIÃO BEM ELABORADA SOBRE A TRAIÇÃO AO FUTEBOL AMADOR

Este trabalho do Prof. José Viterbo é espectacular, se ainda há quem tenha dúvidas, este trabalho que aborda todos os quadrantes do futebol amador é um belo exemplo do "crime" que foi cometido no dia 31 de Janeiro. “Genocídio” no Futebol Português O Futebol Português, após a última decisão (da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol do passado fim-de-semana), de extinguir em 2010 / 2011 o actual modelo competitivo da III Divisão Nacional, levou definitivamente a maior machadada que alguma vez uma competição com seis décadas de existência podia levar. De facto, os” iluminados” deste novo modelo, deram a conhecer ao País desportivo uma decisão no mínimo bizarra. Pessoalmente, considero que a mesma faz regredir de forma irreversível o nosso futebol por diversos motivos. Entre os quais destaco os seguintes: a) O enquadramento competitivo deste Campeonato actual e agora extinto, deixa forçosamente de existir, para passar a um outro de muito menor qualidade competitiva. b) Este novo modelo, leva-nos a uma realidade completamente diferente, sobretudo num regresso ao passado, na justa medida em que irão reaparecer muitos mais campos de terra batida. c) A III Divisão Nacional, tem sido por maioria de razão o enquadramento competitivo “preferido” de muitos jogadores de Clubes Profissionais que não tendo “espaço” para os enquadrar nos seus planteis, os colocam em equipas de III Divisão, com fundadas esperanças destes poderem melhorar as suas competências e posteriormente poderem regressar à “casa mãe”. d) A III Divisão Nacional, é um dos cenários competitivos, onde o crescimento do Jovem Atleta se fez ao longo de anos de forma harmoniosa. Como? Através de uma competição completamente diferente (em intensidade competitiva) e fundamentalmente pela “mescla” de jogadores bastante mais experientes (alguns regressados de Ligas Profissionais), logo capazes de lhes transmitirem vivencias muito importantes para a continuidade do seu crescimento. e) O novo modelo, leva o jovem, bem como outros jogadores, à completa falência da auto-estima e auto-motivação na medida em que vai reduzir drasticamente a qualidade das arbitragens, logo a qualidade da competição. f) Este novo modelo foi APENAS pensado e executado na base do “aconchego económico” dos clubes amadores, na medida em que se partiu apenas do princípio que se jogarão mais derbys e por consequência haverá mais receitas e ao mesmo tempo menor despesas com a organização de jogos, já que o montante a pagar ás Associações Distritais referente à organização dos referidos jogos, é inferior ao montante que hoje se paga na III Divisão Nacional. g) Nunca em nenhum momento uma modalidade colectiva como o Futebol pode crescer se, na base da pirâmide, não houver um enquadramento competitivo de qualidade a nível Nacional e nunca a nível Regional. h) O actual modelo da III Divisão Nacional, é um espaço por onde passaram muitos dos nossos Jogadores Internacionais nas categorias de sub 19, sub 20 e alguns sub 21. i) Com o novo modelo agora aprovado, a visibilidade da futura competição deixa de ser reduzida para passar a ser nula. j) O Jogador de Elite só surge na sequência de uma visão competitiva muito mais abrangente (mais competições de topo) e não através de uma competição redutora, como aquela agora aprovada. k) Será que a estas equipas, agora relegadas para uma competição “menor”, vão continuar a poder participar na Festa da Taça de Portugal? l) Como vão motivar os treinadores os seus jogadores na próxima época, se quando iniciarmos a competição, sabemos à partida que 90% das equipas já têm o destino traçado (descida de divisão obrigatória)? m) Como vão muitos clubes lidar com o problema dos Contratos Programa (que ao abrigo dos Regulamentos Desportivos Municipais), celebrados com as suas Autarquias e que através delas recebem milhares de euros por disputarem provas Nacionais e que agora vão passar a receber uma décima parte por se verem obrigados a competir a nível distrital? n) O que andaram a fazer dezenas de treinadores, que durante anos tentaram melhorar os seus conhecimentos, participando em acções de formação, chegando inclusivamente ao IV Nível do Curso de Treinadores, se a partir de 2010, para orientar qualquer equipa de um Campeonato Distrital, basta apenas estar documentado com o I Nível? o) Esta decisão, recentemente aprovada, demonstra uma total falta de respeito pelos treinadores, jogadores e dirigentes que durante décadas, lutaram por ver melhoradas as suas condições de trabalho e que através delas, viram também melhoradas as suas competências ao nível do treino e da competição. p) A ser verdade que o vencedor de cada competição distrital, ascenderá directamente à II Divisão Nacional, como será possível (depois de nela inserido), ter argumentos para esgrimir com jogadores / equipas que têm uma dinâmica de jogo incomparavelmente superior? q) Resta-me aguardar e ver se de facto, aqueles que “superiormente”engendraram esta “ilustre” decisão, ainda estarão disponíveis para emendar um erro que trará a curto prazo consequências verdadeiramente nefastas para o desenvolvimento do Futebol Português. Os meus respeitosos cumprimentos, José Viterbo (actual treinador da U. D. da Tocha, série C da III Divisão Nacional)