sábado, 28 de março de 2009
O PROFISSIONALISMO NO FUTEBOL
Em 29 de Maio de 1963 a Revista Semanal Desportiva "A Marca", publicava uma entrevista com um dirigente do Belenenses, Manuel Trindade, cujo título "O PROFISSIONALISMO REVOLUCIONOU O FUTEBOL SEM FUNDO FINANCEIRO PARA MUITAS ILUSÕES". Este era o título da entrevista, que começa assim: "O profissionalismo não pode ser para os clubes portugueses uma fonte de beneficios, porque o nosso futebol é deficitário.Cremos que se vive numa ilusão, porque o profissional precisa de ser pago mensalmente e a quase totalidade dos clubes de Portugal possui recursos insuficientes."
Em 1963 já a questão do profissionalismo do futebol em Portugal era uma questão que estava na ordem do dia. Hoje, ou melhor, este foi desde sempre um problema do futebol português, todavia, a diferença é que no momento actual arranjou-se várias desculpas para este efeito, nomeadamente a qualidade do futebol, a organização, as arbitragens, a corrupção, etc etc etc.
Eu extrai daqui duas conclusões. A 1ª é que já tenho uma certa idade e portanto conheço estas maleitas há mais de quarenta anos; a 2ª É a confirmação de que sempre existiu este tipo de dificuldades, mas a imprensa, para além de ser em maior número no momento presente, é um facto também que é mais agressiva, provavelmente pela sua dimensão.
Não se pode inferir daqui que eu estou de acordo com a situação actual, nada disso, quero isso sim é demonstrar que o mal já vem de trás e nunca se tentou pôr cobro a estas situações, ou alterar regulamentos que permitam que os profissionais recebam atempadamente.
No Congresso do Desporto apresentei um Quadro de vencimentos e subsidios para todas as divisões que, admitindo alguma rectificação, resolveria o problema dos salários em atraso.
Mas quem sou eu?
quinta-feira, 26 de março de 2009
CONFIANÇA PARA A 2ª FASE
Vamos entrar na 2ª fase deste malfadado campeonato. Não só a competição da III divisão mas também a II divisão, são campeonatos que têm merecido o mais vil desprezo pelas estruturas competentes do futebol nacional, o que é inaceitável por falta, em primeiro lugar de solidariedade e em segunda análise de respeito pelos clubes que militam nestes campeonatos, os quais são a base da pirâmide do futebol nacional e com resultados bastante palpáveis na descoberta de valores para o futebol português.Infelizmente estes clubes não acordaram apesar de bem avisados por nós.
Bem, mas como a vida continua é preciso estarmos preparados para esta fase que é decisiva para a manutenção.
Nesta perspectiva, reuni hoje com os jogadores com a intenção de lhes chamar a atenção para a importância dos jogos que se aproximam e ao mesmo tempo transmitindo confiança nas capacidades que a equipa tem para fazer uma boa prova que nos permita terminar a competição num lugar que assegure a manutenção, objectivo principal desde o principio da época.
Mentiria se não dissesse que senti entusiasmo e confiança da parte de todos os jogadores e fiquei com a convicção que o sentimento de todos
é a determinação na concecussão do objectivo. Sai da cabine com muita confiança e estou crento que com mais atenção não vamos cometer os erros que na primeira fase aconteceram.
Confiança - Força - Bravura, sendo a nossa sigla é de facto o que se exige mais do que nunca neste momento.
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CONCENTRAÇÃO E SACRIFICIO
terça-feira, 24 de março de 2009
A CRISE DO FUTEBOL
Estive atento ao debate, sobre a crise do futebol, no programa "PROS E CONTRAS". Salvaram-se, em meu entender, algumas ideias apresentadas pelos representantes dos clubes,pois estes ao fim e ao cabo é que sabem as linhas com que se cosem, como soe dizer-se.
Ouvi afirmações, sobretudo por parte dos jornalistas presentes, que venho ouvindo há já alguns anos ... um bom par de anos ...as quais por muito que custe a muitos não são exequiveis.Os homens que ali estavam em representação dos clubes sáo recentes na gerência dos mesmos, portanto nem se pode dizer que estão ultrapassados ou que estão há muito tempo à frente dos seus clubes, situação tantas vezes citadas pelos jornais e por meros espectadores do futebol. Obviamente que há pessoas que estão longe da realidade porque há situações que se entroncam umas nas outras, como me pareceu ser essa a explicação que o Dr Soares Franco quis dar. Por isso algumas criticas ou sugestões, apresentadas naquele programa estão mais que escalpelizadas, ou se quiserem vêm sendo escalpelizadas ao longo dos anos, mas as situações mantêm-se e hão-de manter-se porque por muitos argumentos que se utilize o problema e a crise do futebol português assenta apenas e só em dois vectores: económico e populacional.
Naturalmente que um e outro vector têm correspondência, isto é, fraca densidade populacional logo fraco poder económico dos clubes.
Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes. As cidades que "suportam" os nossos clubes da I LIGA,em termos populacionais,à excepção de Lisboa e Porto, têm um pouco mais de 100 mil habitantes, existindo um numero significativo muito abaixo das 100 mil pessoas, facto que tem implicações nas receitas e nas assistências.
Há uns anos fiz um estudo sobre a massa associativa dos clubes (I LIGA), estabelecendo uma relação entre a população local e o número de sócios e cheguei à conclusão que a percentagem de associação rondava os 2%, ora isto explica de certa forma as diminutas assistências aos jogos.
Evidentemente que existem outros factores determinantes que seria fastidioso estar a escalpelizar aqui.
Evocar os preços dos bilhetes, os horários dos jogos, a falta de qualidade do espectáculo, a corrupção, a falta de transparência, a falta de competitividade, enfim, tudo isto se ouve há mais de 20 anos, como atrás já deixei explicito e há alguns senhores que têm soluções para tudo, mas por exemplo relativamente aos horários dos jogos é preciso perceber que para receber o dinheiro das televisões, que sem ele não era possível haver futebol profissional, os dias e os horários são determinados pelas televisões; da mesma forma que os preços dos bilhetes é também uma falsa questão, pois já tem havido clubes que aproveitando um evento qualquer até abrem as portas do Estádio e nem por isso ele ou eles se enchem; a competitividade é também outro tema que não é preciso recuar muito para observarmos que o campeonato português em termos de competitividade não fica a dever nada aos outros campeonatos da Europa basta que se analise os campeonatos que estão a decorrer;quanto ao resto o que acontece em Portugal é precisamente o que acontece em qualquer País da Europa. É só em Portugal que há ordenados em atraso?É só em Portugal que há arbitragens que deixam dúvidas? É só em Portugal que jogos não têm qualidade? Enfim muitas outras interrogações se poderiam fazer,mas a verdade é que não há nenhum País na Europa que tenha tantos programas durante a semana a se dedicarem ao futebol e a critica assenta sempre nos aspectos negativos, mesmo que eles não existem, procura-se desvirtuar os bons exemplos que existem.
Em que País existem 3 jornais desportivos diários? Está tudo dito!
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FUTEBOL E COISAS
segunda-feira, 23 de março de 2009
76ANOS DE EXISTÊNCIA-76 ANOS PRESTIGIANTES
Faz hoje 76 anos que uma Comissão constituido por António Joaquim Félix, António Alberto Caratão Marques, José de Freitas Moura, João Melo, Domingos José Ferreira, Mário Leão, António Antunes Perna reorganizou no dia 23 de Março o GRUPO FUTEBOL BENFICA. Dizia a Comissão no documento que "...Grupo que em tempos idos tão gratas recordações nos deixou e o qual, estamos certos, continuará a honrar as suas antigas tradições." Ora, o GRUPO FUTEBOL BENFICA que teve origem no final do século XIX, mais propriamente em 1895, veio a mudar o nome para CLUBE FUTEBOL BENFICA por força da Constituição da República Portuguesa, mas o mais importante de tudo é que este Clube chegou ao momento de hoje e assistiu a "falecimentos" de outros clubes que não resistiram às vicissitudes do tempo e às dificuldades e este espaço de tempo que já vivemos constitui a primeira vitória deste Clube, porque no seu seio houve sempre gente com valor que foi mantendo esta chama que aqueles sete homens lançaram as sementes um dia ao reabilitar o já prestigiado GRUPO FUTEBOL BENFICA. Foi um caminho não isento de escolhos este até agora vivido, mas não é menos verdade que tem sido empolgante , dignificante e glorioso. Muitas figuras do desporto nacional por aqui têm passado ou têm nascido, facto que nos enaltece e que revela a importância deste Clube no contexto do desporto nacional. Por isso aqui fica, com grande orgulho meu, os pergaminhos deste Clube e fica a certeza que este caminho que encetamos há mais de 100 anos não é para morrer, é um caminho que enfrentamos com certezas e grande convicção de sucesso.
quinta-feira, 19 de março de 2009
É PRECISO TER LATA
No percurso da minha vida, para além de outras atribuições que me foram conferidas quer de âmbito social ou associativo, desempenhei funções sindicais. Fui durante um mandato de três anos sindicalista, na Comissão Sindical do Banco Totta & Açores. Antes de assumir aquelas funções, que desempenhei com grande empenho, aliás, o que sempre tenho feito nas tarefas que tenho desempenhado neste espaço de tempo que já vivi, participei em manifestações não autorizadas, portanto antes do 25 de Abril, quando o Sindicato dos Bancários dirigido pelo melhor sindicalista de todos os tempos, Daniel Cabrita - não quero de forma alguma desconsiderar outros sindicalistas sobretudo o Carvalho da Silva - enfrentando a ditadura, teve o mérito de unir uma classe, na altura considerada previligiada, de desafiar o Poder Politico vigente, trazendo para a rua milhares de trabalhadores em defesa das suas legitimas aspirações. Foram tempos gloriosos do sindicalismo português esses que se viveram naquela época. O Sindicato dos Bancários foi um dos que fez parte da formação da CGTP-Intersindical Nacional, quer isto dizer que esta Central foi caldeada na luta contra a ditadura. Depois do 25 de Abril, conheci muitos revolucionários que não os vi tomarem posição na época em que foi necessário andar pela Rua do Ouro, Rua Augusta ou Rua dos Sapateiros a correr à frente da Policia para não ser atingido pelos bastões que a Policia usava para nos afastar. Passados estes anos todos aparece agora um Primeiro Ministro com um discurso semelhante ao daquela época, usando expressões como sendo os comunistas que instrumentalizam a Intersindical para estas acções. Falta sensibilidade democrática ao senhor Primeiro Ministro e falta-lhe reconhecer o papel da UGT desde que a mesma se formou e como se formou. Pergunte aos seus camaradas do PS como é que o Sindicato dos Bancários foi parar às mãos da UGT e a manobra que então utilizaram para se desfiliar da CGTP e transferir-se para a UGT. Isso sim é que foi instrumentalização e investimento que as forças à direita do Partido Comunista Português fizeram para ter uma organização que se opusesse aos legitimos interesses dos trabalhadores. A UGT e João Proença têm cumprido o seu papel de forma excelente, isto é, em Sede de Concertação Social , em principio aparentemente posiciona-se sempre contra qualquer medida, depois acaba por estar de acordo. Não há nenhuma medida que seja nociva aos interesses de quem trabalha que a UGT tivesse votado contra, Sócrates sabe bem disso, por isso usa a hipocrosia e ofende todos aqueles que mais n ão fazem do que defender os seus direitos.
UGT e SOCRATES é tudo a mesma coisa.
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INTERSINDICAL DEFENDE QUEM TRABALHA
NÃO POSSO CALAR A MINHA INDIGNAÇÃO
Hoje ou melhor ontem, uma vez que já escrevo depois da meia noite, causou-me alguma indignação uma afirmação que ouvi da boca de um economista. Não discuto se aquilo que ele opina todos os dias ao microfone do Rádio Clube, sobre questões económicas, embora discordo das suas análises, mas este é o campo dele e por isso dou de barato acerca das suas análises politicas/económicas, é óbvio que a apreciação está sempre condicionada ao quadrante político onde o opinador se insere. Até aí está tudo bem e portanto não estando de acordo com Camilo Lourenço sobre os aspectos económicos, já não posso deixar de questionar e lamentar a afirmação que ouvi hoje aos microfones do Rádio Clube, ele afirmar que falta experiência ao Rui Costa para dirigir o balneário do Benfica. Devo dizer que fiquei estupecfacto, mas acrescento também que já nada me admira nesta porção de terra plantada a beira mar, que é o nosso País, o qual nasceu sobre o signo da maledicência em que cada um de nós critica o outro por vezes sem conhecimento da matéria mas de facto é um problema transversal a toda a sociedade portuguesa. Qualquer um de nós sem conhecimento deste ou daquele assunto, assumimos uma critica intensa aquilo que não conhecemos profundamente. O Camilo Lourenço afirmava hoje que o Rui Costa provou ter pouca experiência para dirigir um balneário. Fiquei deveras indignado com esta afirmação, pois se o Rui Costa que jogou n de anos ao mais alto nível não tem experiência, então eu pergunto quem é que tem? Com o prestigio que o Rui tem junto dos sócios do Benfica e a simpatia que ele tem no meio futebolistica nacional esta afirmação constitui no minimo uma acto de provocação ao mais baixo nível e revela também que este senhor sobre futebol é um zero, pois o futebol não pode ser visto, sendo uma industria como hoje se afirma, mas naturalmente com as devidas excepções dadas as suas especificidades. Não é assim? Eu gostava de ver estes economistas dirigir um Clube, já tenho visto, ó se tenho ... mas os resultados não melhoraram por uma razão simples, porque o futebol é uma actividade sem paralelo com qualquer outra, por isso o Camilo Lourenço que se dedique aos números e deixe de fazer análises acerca daquilo que não domina. Que o futebol está cheio de doutores é um facto como também é um facto que são esses doutores que têm complicado a vida aos clubes com as suas teorias. Será que o Camilo Lourenço com a sua teoria quereria dizer que em vez de Rui Costa o Sport Lisboa e Benfica devia ter à frente da principal equipa de futebol um economista? Se calhar era. Há muita gente a falar de futebol, sem saber o que dizer e depois dá estas barracada.
Já me habitueoi a estes dislastes. Vamos ter que conviver com isto.
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É PRECISO N ÃO PERCEBER NADA DISTO
domingo, 15 de março de 2009
GRANDE DECEPÇÃO
Há alturas em que devemos ser contundentes. Dizer aquilo que sentimos, publicamente, é uma forma de chamar a atenção e de responsabilizar, neste caso, a equipa de futebol sénior. Com toda a franqueza esperava que esta deslocação ao Cacém constituisse o regresso às vitórias. E bem necessária era uma vitória na penultima jornada desta 1ª fase do campeonato.
Para se ganhar jogos é necessário jogadores com atitude. No Cacém faltou-nos atitude, não generalizo, mas também não aponto quem não esteve à altura de representar este Clube.
Temos todos que ser mais exigentes com nós próprios, o nome do Clube assim o exige. Á Direcção compete determinado tipo de trabalho que executa com empenhamento. Aos atletas exige-se, também empenhamento, sacrificio, concentração e atitude, que tem depois uma tradução final que é a responsabilidade. Estes são os ingredientes necessários para uma boa
prestação, isto faltou no Cacém. Assim não se ganha a ninguém. Fica o alerta e ficamos por aqui.
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VAMOS MUDAR DE ATITUDE NA 2ª FASE
sábado, 14 de março de 2009
A GRANDEZA DO CLUBE MANIFESTA-SE PELAS REALIZAÇÕES
FERNANDO BRITO, o homem das grandes realizações, prepara mais uma grandiosa festa que procura comemorar várias efemérides no mesmo dia.
A data apontada é o dia - 28 de Maio - 5ª Feira.
A “ideia” é, não só reviver o “Passado” mas, também sinalizar o “Presente” e, projectar o “Futuro”.
Assim, o esboço da “Festa” poderá ser:
17,30 – Na Igreja Paroquial – Nª. Srª. do Amparo – Missa por alma dos elementos ligados ao Hóquei em Campo do Cl. Fut. Benf. nos últimos 60 anos, já falecidos (atletas, dirigentes, técnicos e ou simples adeptos);
18,30 – RINGUE A - Jogo do “Futuro” (miúdos dos 13 aos 16 anos)
RINGUE B - Jogo do “Presente” (os actuais atletas Séniores)
RINGUE A (ou B) – Jogo do “Passado” (atletas Veteranos).
20,30 – J A N T A R
Neste dia celebramos uma série de datas “redondas” evocativas de enormes feitos do Hóquei em Campo do CLUBE.
40 ANOS – da 2ª.participação do Hóquei em Campo do CLUBE FUTEBOL BENFICA no “Torneio Internacional de La Baulle” (ficámos em 6º. entre 16 equipes de diversos Países)
35 ANOS – (não se trata de uma data “redonda” !...) – da participação de 4 Atletas (Eduardo Augusto, Zé Manel, Jaime Francisco e Fernando Brito) na Selecção Nacional, que participou no 1º. Campeonato da Europa da Modalidade – em Madrid – Espanha.
30 ANOS – da conquista do 8º. Título de Campeão Nacional (nunca mais voltámos a ser Campeões Nacionais). No mesmo ano ganhámos a 1ª. TAÇA DE PORTUGAL
São feitos que engrandeceram o Clube e o facto deste ano se conjugarem todos eles em datas "redondas" não se podia perder esta oportunidade, até porque, por exemplo, relativamente a 1949 há apenas um sobrevivente, Paulo Ferreira. Vamos todos esperar que este atleta possa estar presente para poder representar aquela geração que tanto dignificou o nome do Clube.
É de facto uma bonita realização e tendo o certificado do Fernando Brito é de esperar uma grande realização.
Só um Clube grande pode ter este passado e estes valores e quando o Brito me abordou neste sentido pus-me logo à disposição para colaborar porque percebi a grandeza e o significado da iniciativa.
È pois com orgulho que estarei presente nesta celebração.
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ESTE É UM CLUBE DE VALORES
quarta-feira, 11 de março de 2009
A QUESTÃO PSICOLOGICA FACTOR DETERMINANTE NO DESPORTO
Hoje a conversa do dia foi a goleada que a equipa do Sporting sofreu em Munique. Houve análises para todos os gostos. Desde criticas ao Paulo Bento, a jogadores sem nível para representarem o Clube, enfim... Esta derrota serviu para lançar farpas em todos os sentidos. A estrutura e a Direcção também vieram para as bocas do Mundo.
Não vou usar aquele provérbio popular "casa em que não há pão todos ralham e ninguém tem razão" porque não consta que o Sporting tenha salários em atraso.
A qualquer um, mesmo não sendo do Sporting custa aceitar uma derrota tão volumosa quanto esta, mas o futebol é pródigo em surpresas e quando há fragilidade na estrutura que compõe a organização, diz-me a experiência, que essa fragilidade se transmite rapidamente aos interpretes em que todos focalizam as atenções, neste caso está portanto a equipa de futebol.
Não há equipa que resista a tanta contestação. O Sporting é muito frágil estruturalmente no ambiente que rodeia a componente desportiva. Razão tinha o Paulo Bento quando há dias dizia que a massa associativa do Benfica era diferente, que apoiava a equipa mesmo quando esta estava numa situação menos boa e é um facto. Na verdade, não existe grandes razões para a massa associativa do Sporting se manifestar como o tem feito, injustamente, atirando farpas em todos os sentidos, quando a época de certo modo ainda não está perdida.
Uma palavra para Paulo Bento. Conheço o Paulo Bento, razoavelmente, sei que tem um perfil psicológico bastante elevado e esta derrota não é mais do que um resultado negativo na sua carreira, mas só isso, porque o Paulo é forte e a esta hora já ultrapassou esse jogo menos feliz. Sucede a todos.
Neste momento, pela pressão, todos estão sujeitos a um grande desgaste psicológico. Os jogadores, esses, com o decorrer dos jogos vão-se recompondo. Os responsáveis do Clube continuam a sofrer com os traumas da derrota ou das derrotas, o que provoca muitas vezes desequilibrios em termos de bem estar e de saúde, por isso nessas alturas o perfil psicológico é importante e decisivo, para poder suportar a pressão vinda de fora. Não é fácil ser dirigente em Portugal, os dirigentes são muitas vezes injustiçados e caricatamente até sucede que recebem criticas do seu clube e dos adversários. Tenho-me visto muitas vezes em situações semelhantes por isso sei bem o que custa digerir a maldicência, a mentira, a provocação e as culpas que nos são atribuidas sem que para isso tivessemos feito alguma coisa, que não fosse emprestarmos os nossos melhores esforços no sentido de conduzir os clubes a bom porto, daí este meu escrito que visa prestar homenagem a todos os dirigentes desportivos deste País que sofrem na pele a consequência da sua dedicação e empenhamento a causas tão nobres como é esta de ser dirigente desportivo.
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É TAMBÉM SABER SUPORTAR A MALDICÊNCIA,
SER DIRIGENTE
DESTAQUE
De propósito deixei ficar de fora das referências que fiz no artigo anterior, um nome.
Um homem que o FUTEBOL BENFICA só lhe pode pagar com gratidão, porque o trabalho por ele elaborado não tem preço.
O senhor arquitecto VITOR ALBERTO é um verdadeiro amigo que o destino das coisas, porque há sempre uma razão, nos aproximou e se há cerca de 20 anos que nos conhecemos é porque há 20 anos que este projecto nasceu, com ele se intensificou uma amizade que se prolongou e que deu este fruto que saboreamos agora com grande satisfação.
Ter a honra de conhecer um homem desta estirpe, que também nunca virou a cara à luta, é para mim um enorme orgulho ter um amigo como o arquitecto Vitor Alberto.
O meu muito obrigado ... por tudo !
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RECONHECIDAMENTE GRATO
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