sexta-feira, 15 de julho de 2011

SEM MEDO DAS PALAVRAS PORQUE TEMOS RAZÃO

Hoje, vamos começar a publicar as fotos da maior invasão de campo jamais vista em todo o Mundo.
Não nos conseguem atirar areia para os olhos. Há quem não consiga saber exercer o Poder, são os fracos. Nós temos as nossas armas que é a denuncia de gente desta estirpe.


Duas fotografias. Cada uma com a sua explicação.
A do lado direito é um jogador do Alta de Lisboa, que havia sido substituido e que está equipado com fato de treino, este é considerado invasor. Vê-se ainda o treinador do Pero Pinheiro, bem como a dar ordens à GNR e mais um elemento do Pero Pinheiro de branco de mãos nas ancas.
 A do lado esquerdo, vê-se o jogador nº 8 do Pero Pinheiro que havia sido expulso e está a participar nos acontecimentos.


Estas são as fotografias da invasão. Há por ali mortos e feridos. Que treta também montada

Amanhã publico mais fotografias.

E para que não hajam dúvidas, estas são algumas das fotografias que constam no processo e enviadas pelo Pero Pinheiro.

SEM MEDO DAS PALAVRAS PORQUE TEMOS RAZÃO


Exmº. Senhor Presidente do Conselho Jurisdicional da Associação de Futebol de Lisboa

Dr. José Pestana,

Tenho muitos anos de futebol, não sendo esta a minha profissão, tenho-me dedicado à causa do meu Clube como poucos profissionais não se entregam às suas tarefas profissionais.

Conheço muita coisa ligada ao futebol, os processos mais diabólicos que jamais pensaria que pudessem existir, antes de me dedicar com paixão a esta actividade na qual  me insiro há mais de quarenta anos, após a minha vinda da Guerra Colonial e depois de encerrar a minha carreira desportiva.
 Este processo a que o senhor agora presidiu é um daqueles que vai ficar para sempre registado na minha memória, como um processo escandaloso e ficará nos anais do futebol português porque tudo farei para levar onde for preciso o conhecimento desta e a decisão do Conselho de Disciplina.

Tenho a certeza que se isto envolvesse um dos clubes grandes que não seria assim resolvido. Seria resolvido com verdade e com justiça. Qualquer dos órgãos da AFL, Conselho de Disciplina e Conselho Jurisdicional, enveredou pelo caminho da mentira com nítido favorecimento a uma das partes. Podem-me castigar, podem-me levar a Tribunal, mas a minha postura será sempre esta, a da dignidade, não conheço outra postura, por isso indigna-me sobremaneira esta decisão que bem trabalhada ela foi … 
Não me cansarei de denunciar uma das maiores injustiças que já se cometeu no futebol em Portugal. Se todo este processo fosse dirigido ou apreciado por iletrados eu aceitaria como normal, diria que eram pessoas de baixa moral, sem princípios, sem respeito pelos outros. Vocês abusaram de nós, não tiveram o mínimo de respeito nem de consideração pela verdade, eu permito-me respeitá-los tal como  respeitaram  este Clube, por isso estou aqui a escrever sem evitar palavras por mais contundentes que elas sejam.

Quando me provarem quem são os elementos do Alta de Lisboa que invadiram o campo, peço-lhes perdão e levem-me a Tribunal, enquanto não o fizerem estou habilitado a chamar-lhes mentirosos. Mentiram ao inventarem uma invasão que não existiu, a prova está por fazer.

Vocês advogados do Conselho de Disciplina e Jurisdicional jamais serão os donos da verdade, por isso não podem dizer que houve invasão, até porque nada prova isso, antes pelo contrário, o relatório do árbitro, esse sim é neutro, não fala em invasão. Mais: Na audição se leu bem, senhor Presidente, ou se se  deu  ao trabalho desse efeito,  o senhor leu que faltava um minuto para acabar o jogo.  O senhor porventura, usou a inteligência? Então que invasão foi essa que o árbitro,  principal responsável do jogo, aquele que eventualmente mais podia sofrer as consequências da mesma, quis continuar  o jogo  e é a força policial que diz não ter condições para segurar um minuto de jogo,  não acha isto estranho ? A  atitude da GNR não   prestigia a Instituição, bem como não se prestigia quem decidiu desta forma leviana que quis acreditar numa invasão, em que nem as fotografias conseguem demonstrar? 

Sinceramente, perante os factos conhecidos e que vêm nos relatórios ainda pensámos que seria feita justiça, infelizmente enganamo-nos e fomos enganados.

Não senhor Presidente, não houve invasão, jogadores não são invasores. A GNR é quem o diz na audição, ou seja, ao meter as mãos pelos pés afirma que identificou dois elementos :
 “… a invasão do terreno de jogo por parte de três adeptos do Alta de Lisboa dos quais um deles nunca chegou a ser identificado ao contrário dos outros dois que o foram e cujos sinais constam do relatório policial que elaboraram” .

Ou seja, a GNR quis ser a tábua de salvação do Clube da casa, mas ajudou a clarificar a
Situação, pois as pessoas identificadas são jogadores do Alta de Lisboa. O senhor não consegue definir entre invasores e jogadores? Então se consegue porque razão considerou este depoimento da GNR que disse em primeira mão que:
 “Não foi possível identificar os possíveis autores das agressões ou espectadores que invadiram rectângulo de jogo, pelo facto de não existirem as condições de segurança para o efeito.”

Então passados quinze dias, aquando da audição, o Cabo da GNR aí já sabia que os alegados invasores eram do Alta!? Estranho, não acha senhor Presidente?
 Os senhores serviram-se  de uma invasão que nunca houve, conforme demonstração da própria GNR para penalizar este Clube. É disso mesmo que se trata senhor Presidente do Conselho Jurisdicional.

Não estivesse em discussão uma subida de divisão e naturalmente esta questão teria sido resolvida de acordo com os regulamentos. E aqui, não posso deixar de perguntar, onde é que está a moral quando se penaliza o meu Clube numa situação perfeitamente igual, Linda-a-Velha-Futebol Benfica,  com a agravante que o  árbitro desse jogo não se coíbe de afirmar no relatório do mesmo:
“Igualmente alguns elementos do público ,  que se encontravam na bancada central, afectos à equipa visitada, vieram juntar-se aos grupos que tomavam parte nos mencionados incidentes”

Ora, aqui o nosso magnânimo Conselho de Disciplina não teve dúvidas penalizou os dois clubes com uma derrota a cada um. Aqui funcionou o facto dos jogadores terem-se envolvidos uns com os outros, então o que é que aconteceu em Pero Pinheiro?.

Em Pero Pinheiro usou-se um álibi. Usou-se a esperteza saloia.  Pôs-se de parte as agressões, conforme  o relatório policial e do árbitro e levantou-se um segundo processo ao Alta de Lisboa. Isto é desonestidade e revelador da intenção de entregar 3 pontos ao Pero Pinheiro para vencer o Campeonato. É vergonhoso, é indecente e só pode acontecer em Países do 3º Mundo. 


Se o senhor leu o Relatório da Policia (o relatório de jogo) a GNR não afirma em lado algum que os alegados invasores eram do Alta de Lisboa. Diz isso sim que “Não foi possível identificar os possíveis autores das agressões ou espectadores que invadiram o rectângulo jogo, pelo facto de não existirem as condições de segurança para esse efeito”.
Mas diz ainda nesse relatório o seguinte:
  “19-03-Quando decorria os descontos do jogo, mais concretamente aos 48 minutos da 2ª parte, ocorreu uma dupla advertência por parte do árbitro ao jogador nº 8 do Pero Pinheiro. Acto contínuo o jogador nº 22 da equipa do Pero Pinheiro agrediu o jogador nº 10 da equipa do Alta de Lisboa, facto que despoletou no envolvimento de todos os jogadores de ambas equipas em agressões mútuas, verificando-se que os técnico e jogadores do banco de suplentes entraram também no rectângulo do jogo, e nesse momento houve invasão de campo por parte de alguns espectadores………………………

Face ao exposto a Força Policial interveio, para garantir a segurança da equipa de arbitragem e pôr fim às agressões ……………………………………………………………………………

Porém, como os jogadores não acatavam a ordem, a Força Policial presente teve necessidade de usar a força estritamente necessária para pôr termo à desordem…….”

Então senhor Presidente quer maior clareza do que esta? Afinal quem prevaricou?

Mas há mais senhor Presidente, as fotografias não demonstram invasão, demonstram escaramuças entre os intervenientes do jogo, jogadores, directores e treinadores. É uma vergonha para quem faz da advocacia a sua profissão, mistificar desta maneira. Falo com razão, porque isto dói, ao saber que aqui há um sinal claro de injustiça.
A GNR diz que houve uma invasão por parte de alguns espectadores, mas de quem eram? E houve? Mais ainda o  relatório da Força Policial é explicito  onde diz “Acto continuo o jogador nº22 da equipa do Pero Pinheiro agrediu o jogador nº 10 da equipa do Alta de Lisboa, facto que despoletou no envolvimento de todos os jogadores de ambas equipas em agressões mútuas, verificando-se que os técnicos e jogadores do banco de suplentes entraram também no rectângulo do jogo, e nesse momento houve invasão de campo por parte de alguns espectadores.”

Vergonhoso! Vergonhoso! Vergonhoso!

 Que moral é ou foi esta do Conselho de Disciplina e que você e os seus pares seguiram? Querem que haja consideração e respeito, então respeitem-nos. Não o fizeram, por isso também não os respeitamos estamos no nosso direito.  Aquilo que se exige é dignidade, mas essa parece-nos estar afastada dos vossos objectivos, senão não era preciso pedir para se demitirem. Depois desta sujeira não há outro caminho. 

Diga-se em abono da verdade, se é que ela ainda constitui um pretexto para que a dignidade seja evidenciada que a força policial não aponta ninguém como sendo do Alta de Lisboa.

Mas em abono da verdade , também,  leia-se agora o relatório do árbitro.

Vejamos:
“Aos 48 minutos da segunda parte, após ter sido assinalada uma falta contra a equipa A os jogadores de ambas as equipas envolveram-se mutuamente em agressões físicas  tentando o árbitro e os seus assistentes separar pacificamente os confrontos existentes entre os jogadores no entanto não conseguiram.
A força policial entrou de imediato dentro do terreno de jogo, de modo a terminar as agressões entre os jogadores identificados no campo respectivo deste relatório.
Enquanto os jogadores se agrediam houve invasão de campo dos jogadores suplentes de ambas equipas sendo que o jogador nº 20 correu à volta do campo enquanto a força policial tentava agarrar de forma a não criar outros incidentes.
Perante estes factos e após consultar a força policial ficou entendido pela força policial que não existiam condições de segurança para terminar o jogo, tendo os capitães e os Delegados sido avisados disso mesmo.”

E aqui se prova também que o árbitro não faz nenhuma alusão a invasão de campo por parte de elementos do Alta de Lisboa,  o que o árbitro diz é que: “Enquanto os jogadores se agrediam houve invasão de campo dos jogadores suplentes de ambas equipas sendo que o jogador 20 correu à volta do campo enquanto a força policial tentava agarrar por forma a não criar outros incidentes.”

E assim se prova mais uma vez que ninguém do Alta de Lisboa invadiu o campo e que as agressões foram entre jogadores.

No Conselho Jurisdicional tínhamos toda a confiança. Julgávamos serem pessoas de bem, infelizmente foram iguais aos outros. É caso para dizer entre uns e outros o diabo que os escolha. Para entregar o ouro ao bandido qualquer um serve.

Um  dos advogados que consultámos considerou a decisão do Conselho de Disciplina como   ABSURDO JURIDICO eu sem ser advogado de formação digo que é um ABORTO JURIDICO, mas intencional.

Quem se presta a um serviço destes não devia ganhar o pão como advogado, numa situação que tem que mostrar neutralidade e isenção. Não foi o caso. Só há um caminho é a  demissão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ESTÃO A GOZAR CONNOSCO ESTES SENHORES DOS CONSELHOS DE DISCIPLINA E AGORA OS DO CONSELHO JURISDICIONAL

VOU SOLICITAR UMA REUNIÃO DE SÓCIOS PARA ANALISAR ESTA SITUAÇÃO PROPONDO O ABANDONO DO FUTEBOL

O CLUBE FUTEBOL BENFICA não pode pactuar com homens desta natureza, de pouca lisura de processos estranhos, sem vergonha, que atropelam a verdade dos factos. Este não é o nosso campo. Nós movemo-nos no campo da dignidade e da  verdade e esse que nós perfilhamos.

Ontem reuniu o Conselho Jurisdicional da AFL para julgar o nosso recurso, é quase meia noite, esperamos todo o dia por noticias, nada surgiu, nada sabemos, afinal quem são estes senhores que se julgam acima de tudo e de todos? Educados não são com certeza porque não têm respeito por um Clube com mais de cem anos e aqui há pessoas não há animais, mesmo os animais irracionais merecem respeito, quanto mais nós que racicionamos, que sabemos bem o que está por trás disto. Exigimos respeito a falta de respeito e consideração permite-nos tratá-los da mesma moeda, por isso pensamos que não têm categoria para estar no lugar em que estão.  Prevejo que o cozinhado está feito, se assim não fosse teriamos sabido hoje a resolução deste Conselho, mas pelos vistos estes são iguais aos outros. Há a geração à rasca, estes estão À RASCA PARA JUSTIFICAR O INJUSTIFICÁVEL. O meu português está a ser vernáculo, mas homens desta estirpe e natureza não merecem outra coisa. O correr deles é diferente dos nossos, dos homens deste clube, nós não usamos caminhos sinuosos, corremos de cara bem levantada, a nossa corrida é directa, é a corrida da dignidade, feita com muito suor, com muito sacrificio e às vezes até com lágrimas.
Tenham coragem divulguem quanto antes o que já decidiram, que não deve ser nada de bom, porque senão já sabiamos. Mas tenham também coragem para discutir connosco as anomalias que cometeram neste processo, todo ele duvidoso, digo aqui e em qualquer lado, não me escondo atrás de um Poder que nada vale quando não é assumido com verdade e liberto de qualquer interesse ou simpatia. A revolta de todos nós, do Clube Futebol Benfica, é tão grande que vocês todos já fazem parte, por maus motivos, sublinhe-se, da história deste Clube. Foi um nojo a decisão do Conselho de Disiciplina e será um nojo a decisão que já tomaram mas que ainda ninguém teve a coragem de a divulgar.
Uns e outros demitam-se e já. Os vossos nomes constarão como algozes deste Clube e vão constar em local próprio para que todos saibam, actuais e vindouros, quem escreveu uma página negra no futebol em Portugal. Esta é a maior fraude do futebol nacional, nunca existiu um processo destes com tanta promiscuidade, com tanta mentira, com tanta habilidade.
Repito: tenham coragem, enfrentem-nos e discutem connosco o porquê de sabermos o resultado de uma decisão no dia seguinte ao campeonato terminar e porque razão o Pero Pinheiro manifestava a conquista desse mesmo campeonato no final desse último jogo. Nós sim tivemos razão para festejar, porque os nossos pontos foram adquiridos onde eles devem ser conquistados e a linha que este Conselho de Disciplina levou até ao momento em situações semelhantes foi igual, aliás  quinze dias antes tinha seguido o mesmo rumo quanto ao nosso jogo com o Linda-a-Velha, ai atribuiu uma derrota a cada equipa,  por isso tinhamos todas as razões para festejar e fizemo-lo com grande orgulho que ninguém nos pode tirar, qual a razão que devia de alterar os seus procedimentos ? Essa farsa da invasão terá um dia que ser explicada e não só essa, há mais farsas para serem explicadas, esperamos que o Ministério Publico agarre nesta nebulosa matéria.
O  desafio está lançado, dêem a cara e frente a frente vamos provar as razões do castigo ao FUTEBOL BENFICA e um grande louvor ao PERO PINHEIRO que de terceiro passa para primeiro, será que vocês são capazes de sairem à rua?
  

terça-feira, 12 de julho de 2011

SAIU O JORNAL DO CLUBE

CONTINUAMOS A ACREDITAR NA JUSTIÇA. QUE NÃO SEJAMOS SURPREENDIDOS
PARA ACREDITARMOS NAS PESSOAS

A CIDADANIA DEVIA ESTAR SEMPRE PRESENTE NO NOSSO PENSAMENTO

 A 5 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional dos Voluntários. Este ano comemora-se o  10.º aniversário do Ano Internacional dos Voluntários, proclamado pelas Nações Unidas em 2001.

O voluntariado está definido na lei como:  O conjunto de acções de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas”.

 Parece-me que há quem não saiba interpretar os objectivos da cidadania que a todos compete. Todos nós podemos  e devemos sem mãos protectoras, exercer cidadania. Não recebo lições de ninguém no sentido de que me indiquem a quem ou à qual devo pertencer.

Para bom entendedor meia palavra basta. O recado aqui fica.

domingo, 10 de julho de 2011

ELES VÃO LÁ ... DEVAGARINHO

Finalmente ouço alguns comentadores habitués do costume a criticar as agências de rating. Ninguém falava nestas agências que afinal têm um peso bastante importante na economia dos países. Afinal agora verifica-se que não fazem falta nenhuma. Há Câmaras  a desistirem dos contratos que tinham com as mesmas, às quais pagavam "balurdios".

Ai... Ai... estas situações caricatas deste capitalisno selvagem em que vivemos.

Esta  é uma crise grave e ninguém acredite que está ali ao lado da esquina a solução. É evidente que isto terá uma solução, vai levar tempo, tenham a certeza disso. Primeiro é preciso vencer a máquina de propaganda, depois alterar as mentes e só depois se constroi a alternativa, séria, honesta  e verdadeira.

O capitalismo mascarado de Social Democracia, está chegar ao fim. É impossível manter-se este estado de coisas. O vil metal, parece a corrente dum rio, corre sempre no mesmo sentido, engrosssando as águas oceânicas e esvaziando as bacias hidrográficas.  O vil metal vai-se concentrando na algibeira dos grandes capitalistas que dominam toda a sociedade da forma que lhes convem, razão pela qual as classes médias estão a desaparecer, claro que isto terá um fim.   

quarta-feira, 6 de julho de 2011

É COM ALGUMA DESCONFIANÇA QUE OLHO PARA TUDO ISTO: Futebol, Política e Sociedade

Vivemos um tempo de enormes dificuldades, de obstáculos, de incertezas e também de falta de verdade. É assim no futebol ou de uma forma mais lata no desporto , na política e consequentemente na sociedade.

Perderam-se determinados valores porque a sociedade competitiva em que mergulhámos não olha a meios para atingir os fins.

NO FUTEBOL difama-se; acredita-se em situações obscuras; fala-se em corrupção a torto e a direito; põem-se em causa os resultados desportivos; vale tudo para justificar os fracassos; as claques, os penaltis, as arbitragens dominam as discussões nas televisões,  nos jornais, nos cafés, nos transportes públicos, enfim ...

NA POLITICA  vê-se gente sem vergonha a discursar  dando palpites que se sabe não serem sérios; comentadores políticos carregados de dinheiro a pedirem sacrifícios a quem ganha 500, 600 euros; comentadores que aparecem nas televisões todos os dias e depois aparecem ao lado dos lideres políticos a apoiarem estes; indivíduos a digladiarem-se dizendo que vão fazer coisas que o outro não faz quando se sabe que todas essas promessas não são verdadeiras porque existe a troika, enfim …

A SOCIEDADE é ao fim e ao cabo o reflexo disto tudo. O futebol e a política são os temas dominantes da sociedade portuguesa de momento com influência determinante no comportamento social.

Alguns políticos deviam enxergarem-se, olharem-se ao espelho e retirarem-se para parte incerta, seria uma forma exemplar de prestar um bom serviço ao País.

Neste contexto conturbado em que vivemos, claro que o meu olhar é de  desconfiança e de grande preocupação quanto ao futuro nos vários domínios da sociedade … os clubes obviamente não ficam de fora

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Em nota de rodapé: enquanto delinhe os meus pensamentos, vem-me á memória os lobos que conheço, os autarcas, os impostores, os corruptos, os traficantes de influência, os que se servem e depois de servidos esquecem-se daqueles de quem precisaram.  E ... por fim, tudo aquilo que vai acontecendo que não augura nada de bom quanto ao futuro.   

sábado, 2 de julho de 2011

O FUTEBOL BENFICA FESTEJOU HOJE A CONQUISTA DO TITULO DE CAMPEÃO DE SENIORES DA DIVISÃO DE HONRA DA AFL


CONTRA A INJUSTIÇA
CONTRA O ABSURDO JURIDICO
PELA VERDADE DESPORTIVA

Em época de férias, já não  foi possível reunir todo o grupo, mas a comemoração realizou-se e o título foi festejado mais uma vez. Faltou a Taça respectiva, que virá a seu tempo. Não tenho dúvidas, a razão assiste-nos e quando assim é pode demorar algum tempo, mas ela acabará por acontecer. Em Hóquei em Campo
há já largos anos, também nos quiseram "roubar" um título conquistado no campo, não desistimos,  passados dois anos deram-nos razão e a Taça faz parte do nosso espólio.
Continuamos a dizer que a decisão do Conselho de Disciplina da AFL, é um aborto juridico que procura distorcer a verdade dos factos. Não calaremos a nossa indignação onde quer que seja, se alguém tem que se penitenciar será o Sr Nuno Lobo, Presidente de um órgão que devia usar de isenção e não usou. 
Os documentos neste momento já em nosso poder  confirmam tudo o que aqui afirmamos. Nuno Lobo não é o unico advogado neste País. É muito novo ainda para prejudicar voluntariamente um clube como o FUTEBOL BENFICA  com mais de cem anos de história. Cometeu uma série de erros ou qualquer coisa parecida com isto e portanto terá que prestar contas onde quer que seja. Calar, não é norma deste Clube, quando a razão nos assiste vamos se for preciso ao fim do Mundo. 
Por isso somos campeões de Lisboa e viva o CLUBE FUTEBOL BENFICA!



sexta-feira, 1 de julho de 2011

SINTOMÁTICO!!!

Ontem à noite, entrei num Restaurante para  festejar o aniversário do meu filho. O proprietário, conheceu-me e para ser simpático ou não o que é facto é que ao cumprimentar-me, de seguida, disparou: "ENTÃO QUEREM ROUBAR O FUTEBOL BENFICA ?".

Este caso, esta injustiça, começa a entrar no dominio público e ainda bem e é a prova que quando se luta e não se agacha que não há injustiça que vença.

Há quem lhe chame, a quem luta pelos seus direitos e pela verdade, difamação. Essa ideia, essa informação que alguém fez circular não é mais que o receio de se confrontar com  a verdade.
  

UM DIA INESQUECÍVEL O 30 DE JUNHO

Dois acontecimentos importantes deram-se neste dia. O nascimento do meu filho Paulo e a libertação de um dos mais importantes sindicalistas deste País. Sim, Daniel Cabrita Presidente do Sindicato dos Bancários Sul e Ilhas, preso no Forte de Peniche, saiu em liberdade neste dia, sem que contudo, pelo meio sucedesse alguns episódios recambolescos, próprio do regime da altura. Vivia-se o ano de 1973. 
Lembro-me perfeitamente desse dia. Tinha pago 70 escudos par almoçar com o Cabrita e com muitos outros bancários que num gesto de satisfação e solidariedade havia sido  combinado um almoço em sitio desconhecido para que a PIDE não impedisse. Era sábado (trabalhavamos até ao meio dia). Tinha que me encontrar com alguém no Campo Pequeno para seguirmos, não sabia para onde. O segredo naqueles tempo era ouro. Apesar de todas as cautelas a PIDE descobriu o Restaurante, fechou a rua e proibiu o almoço. Só depois é que, tal como os outros, há excepção de uns quantos camaradas, que não passariam aí duns quatro, é que soubemos que o Restaurante era em Torres Vedras.
Como tudo se gorou, um pouco antes do meio dia, toca o telefone interno (estava  no Balcão da Av de Roma) a avisar que algo de complicado se passava com a saida do Cabrita e portanto deviamos seguir todos pró Sindicato. Tempos dificeis, mas que não nos impedia de lutar, sobretudo aqueles mais convictos e audazes. E lá fui eu para a Rua de S José, onde juntamos uma pequena multidão na procura de informações.  Cabrita não tinha saido às 9 horas, hora prevista para a soltura. O Patricio e o Caetano que se encontravam em Peniche, tentaram saber o que se passava e a informação que obtiveram é que só dariam informações à  família, os dois meteram-se no carro e vieram ao Barreiro buscar o pai do Cabrita (a mulher já havia sido assassinada pela PIDE)  e seguiram novamente para Peniche, chegados a Penhice informaram que tinha sido transferido para a António Maria Cardoso, chegados aqui o agente de serviço disse que estava em Caxias, toca a ir para Caxias e aqui indicaram novamente a Antonio Maria Cardoso. Era assim, que o regime funcionava. A PIDE servia para isto, para fazer sofrer os cidadãos. O Cabrita  chegou ao Sindicato por volta da meia noite. E eu cheguei a casa por volta das 15 horas e a minha mãe ansiosa esperava à janela para me dar a feliz noticia, era pai de um menino, claro não havia telemóveis e só se sabia o sexo quando se dava o nascimento. Os tempos são outros, claro que o fascismo nunca mais terá lugar, mas algumas conquistas que o 25 de Abril nos trouxe, têm vindo a ser retiradas: Adivinham-se tempos muito dificeis, mas o povo encontrará o rumo do progresso como encontrou com a queda da ditadura.